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Mensagens

1,2,3... vendido!

Saimos bem cedo esta manhã. O relógio marcava apenas 7h e já estávamos nós sentados na escadaria do hotel, prontos, de pequeno-almoço tomado e mochila aviada. Já percebi que esta semana madrugar será o lema.
Vamos a Guellala visitar o Museu das Artes e Tradições Populares de Djerba. Objetivo principal: aprender mais sobre as tradições da Tunísia. Mas vocês sabem que, para mim, não é nos museus que mais se aprende sobre um país e o seu povo. Por isso, esta foi apenas a nossa primeira paragem.


É a pisar o chão árido, a percorrer as ruas sob um calor infernal e a falar com os locais que nos sentimos verdadeiramente na Tunísia. É precisamente isto que nos proporcionam as próximas visitas - conhecer uma olaria tradicional e a beber um café num comércio local à beira da estrada.



Próxima paragem: Sinagoga La-Ghriba. Para quem não sabe, é um local de culto judeu, um dos poucos que existe nesta região. Situa-se no bairro de Riad. Nunca tinha entrado numa sinagoga. Nunca tinha sentido este che…

Le bendit soleil!

A minha pele sempre foi um problema. É muito sensível. Bronzeia com imensa facilidade e fica mesmo com aquele tom castanho chocolate de fazer inveja. O problema é que dias depois começa a fazer uma espécie de bolhas de ar que levantam, rebentam e a seguir começam a escamar. Pois... uma bela porcaria! Alguém mais?
Bom, o ano passado foi o pior de todos. E depois da saga a comprar mil e um produtos para a pele, entre exfoliantes, hidratantes e after sun (Lembram-se? Está aqui e aqui!), eis que este ano decidi fazer diferente.
Nada de produtos de hipermercado. Atenção: nada contra, há produtos bastante bons em hipermercado, mas no meu caso senti que precisava de algo mais. Portanto, optei por comprar, na farmácia, tudo o que preciso de uma única marca - Piz Buin - protetor solar em creme fator 50 para os primeiros dias, protetor em spray fator 30, protetor para o rosto, after sun em spray efeito refrescante e after sun em creme efeito prolongador do bronzeado.
Já tinha tido algumas reco…

Água quente, gente simpática e uma gastronomia que...

Estou agradavelmente surpreendida. Já tínhamos pensado em visitar a Tunísia antes e acabamos sempre por desistir. Não sei exatamente porquê, mas tinha a sensação que não ia gostar. Enganei-me. Temos descoberto todos os dias o quão rico é este país, em muitos aspectos. 
As praias são magníficas. Água quente, mesmo quente. Areia fina e branca. O hotel - Riu Palm Azur - não é o melhor onde já estivemos, mas preenche todos os requisitos para um 4*. Tem três piscinas - uma delas gigante e outra com escorregas - áreas verdes, praia privada, três restaurantes, quarto bonito e confortável e um serviço de limpeza impecável. 
Peca em alguns pormenores, o maior de todos: a comida! Não é culpa deles. Os ingredientes são frescos, fazem a comida à nossa frente e têm sempre carne e peixe fresco grelhados. A questão é o sabor. Não há nada que não esteja carregado de especiarias. Tanto que a maioria das opções tornam-se "não comestíveis", sobretudo para os portugueses habituados a comer bem…

Venha daí no dromedário madame!

O verão trouxe-nos de volta ao continente africano, mas, desta feita, para uma experiência completamente diferente.
Sim, estamos debaixo de um calor abrasador e rodeados de uma gente com um tom de pele ligeiramente escurecido. E sim, há praias de areia branca com um mar azul esverdeado que confunde o olhar. Até aqui nada de novo? Parece.

Aqui tudo é diferente. A começar pelo cheiro que nos enche os pulmões volta meia volta. É um odor forte que mistura várias sensações um tanto ou quanto desconhecidas para os ocidentais (ou pelo menos pouco comuns). A isso junta-se uma paisagem árida onde se confundem pobreza, lixo e abandono, contrastando com a opulência de uma espécie de riqueza que se quer fazer notar. Uma religião diferente. Uma cultura riquíssima. Nos sabores, as especiarias (demasiadas). Nos trajes, a grande e assustadora necessidade de esconder a beleza feminina.
Onde estamos? Sejam bem-vindos à ilha de Djerba, na Tunísia.

60 dias

Às vezes, sinto-me culpada. Culpada por tantas vezes te ter dado pouca atenção. Por nem sempre ter paciência para ti. Por ter tão pouco tempo para te dedicar e ter mais mil e uma tarefas a fazer antes e depois de vos passear. Por não ter vontade quando chovia ou quando estava demasiado cansada. Sabia que conseguias cuidar de ti próprio. E isso deixava-me mais tranquila. Mas bolas... podia ter aproveitado para te mimar tantas e tantas vezes mais.
Perguntei mil vezes a mim mesma se fiz tudo o que podia fazer. Se aliviei as tuas dores. Se entendi o teu sofrimento. Se cuidamos o suficiente de ti. Se não teremos sido egoístas ao deixar-te partir, mais do que teríamos sido se te mantivéssemos connosco. Se, se e se...
À noite, na hora de adormecer, ainda são algumas as vezes em que te vejo ali deitado no chão. Troco o nome do Artur pelo teu. Passeio-o no sítio do costume e imagino-te a caminhar sempre de olho nele, como costumavas fazer.
E quando o vejo assim de olhos vidrados, com o olhar fix…

Férias precisam-se! (ou isso ou um retiro espiritual)

Pois, lá estou eu a fugir ao blog novamente, não é? Verdade. As milhentas coisas que têm acontecido na minha vida entretanto não me deixam muito tempo seja para o que for.

Que coisas? Ora bem... por onde começar? Costuma dizer-se que o ideal é começar pelo inicio mas, nesta minha odisseia, já não sei bem a ordem das coisas. Tudo foi acontecendo numa espécie de cadeia aos trambolhões. Primeiro coisas boas, depois outras menos boas (muito menos!).

Num espaço de cerca de um mês, consegui cair duas vezes (uma delas foi mesmo uma grande queda!), partir um dente (sim, sim parti um dentinho em pleno dia de trabalho e a única sorte é que garanto que não foi o dente da frente!) e apanhar um grande susto com o Artur. Uma picada de uma abelha (ou de outro bicho do género, não sabemos bem) foi o suficiente para andar durante cerca de três semanas a correr para o veterinário. Primeiro inchou o focinho completo, depois fez abcesso, a seguir rebentou o abcesso e ficou com um buraco bem grande no foc…

São Pedro chama um técnico pf!!!

Sou só eu que acho que as pessoas ficam estranhas quando chove? Principalmente quando chove muito e em Junho. 
Sou só eu a reparar que o percurso para casa fica mais difícil? Aparentemente as pessoas deixam se saber conduzir. Ou isso ou gostam de ouvir a chuva a cair no vidro enquanto o para-brisas a empurra para longe, aquele chiar miudinho que me tira do sério. 
Sou só eu que acho que o São Pedro tem o sistema avariado? Parou em Março e não voltou a funcionar. É a única e verdadeira razão para ainda não estar um calor abrasador e um sol maravilhoso. 
Sou só eu que acho que tudo fica mais triste quando o céu está assim cinzento? Eu bem tento distrair-me mas a chuva faz-me lembrar que não estás aqui.
São Pedro chama um técnico por favor!!! Manda o sol de volta e nós perdoamos-te todo este sofrimento.

Irrita-me tudo isto

Há coisas que me irritam. As segundas-feiras. O despertador. O trânsito. Aliás irrita-me a "chico-espertice" de quem, no meio do trânsito, acha que vai encontrar a solução que os restantes não encontram, de quem se mete na estrada sem um pisca ou um "dá-me licença?", de quem se catapulta para a nossa frente nos cruzamentos aparentemente sem qualquer receio de estragar o carro. Pior, sem qualquer noção de que os outros existem. Se o fazem no trânsito, porque não na vida? Irrita-me.

Irrita-me a ignorância e as pessoas que não sabem o que querem. Um dia uma coisa, outro dia outra, indo e vindo a seu belo prazer ou ao sabor do vento.
Irritam-me os discursos incoerentes, a falta de bom senso e a inveja. Irrita-me a ingratidão e as pessoas que se tornam doentes sem sequer o perceberem. Pessoas adormecidas nos seus mundos, obcecadas.
E irrita-me a maledicência, a incapacidade e a incompreensão. É tão mais fácil criticar que tentar entender ou ajudar.
Hoje foi assim. Uma segu…

A avassaladora sensação de um amor que nos recebe sempre em festa, mas acaba tão depressa...

Se ter um cão pode ser difícil, imaginem o que é ter dois. Ter dois cães grandes num apartamento pequeno, com um terraço ainda mais pequeno. Ter dois cães no meio de vida preenchida, repleta de coisas para fazer.

Ter dois cães pode ser deveras difícil. Lembrem-se: São dois seres sensíveis, totalmente diferentes e inteiramente dependentes de nós. Têm ritmos distintos. Querem fazer coisas ao seu tempo. Aprendem de forma diferente. Vivem a vida a seu jeito. E exigem de nós tanta coisa e tanta coisa diferente - o companheirismo, as brincadeiras, os passeios, os banhos, os cuidados, a paciência que muitas vezes nos falta e o tempo que tantas vezes escasseia.

Ter dois cães dá muito trabalho. Obriga-nos a um grande esforço, a ajustar as nossas rotinas e a pensar em toda a logística. E, além de tudo, enche a casa de pêlo e mais pêlo. 

Mas ter dois cães nas nossas vidas pode ser tão, mas tão, maravilhoso que não se consegue explicar em palavras. Pinta a nossa vida de cor. Preenche momentos vazi…